sábado, 8 de maio de 2010


Um amor conquistado: O mito do amor materno.

Elizabeth Bartindinter filósofa francesa, professora da Escola Politécnica da França, escreveu muitos ensaios sobre o feminismo e o movimento feminista, sofre a influência de Simone de Bovoir.
Em sua obra o Livro: um amor conquistado o mito do amor materno, Bartindinter pretende desconstruir a visão de que o amor materno é inerente a toda mulher, o faz a partir de um apanhado histórico, que vai desde o sec. XVI ao sec XX.
Este questionamento é baseado em documentos franceses que descreviam os comportamentos das mães em relação aos filhos.
No séc XVI e XVII é nítida a superioridade paterna justificada pela igreja, pelo estado e pela filosofia de Aristóteles neste contexto rígido não havia espaço para o amor materno mas para a submissão de uma mulher ao homem a ele era devotada toda atenção.

Os cuidados com as crianças eram assumidos pelas amas de leite que moravam com as famílias ou os levavam para suas casas nas vilas muitas vezes estas crianças morriam no caminho ou desapareciam porque caiam das carroças.

Desta forma as crianças retornavam a suas casas aos quatro anos e aos sete era encaminhados aos internatos para formação e lá permaneciam até a vida adulta.

Como toda regra tem excessão as únicas crianças que permaneciam com suas mães eram os filhos de camponesas.

Mais tarde percebendo aimportância da criança para economia o estado instaura um discurso do amor materno.

Do ponto de vista econômico a Europa precisa de força de trabalho, do filosófico urge uma nova concepção de família, onde pai e mãe deveriam criar seus filhos e no aspecto ideológico, era ressaltado a natureza como grande mestra da maternidade.

Daí se consolida a imagem da mulher como rainha do lar sacramentada e associada ao modelo de maternidade de Maria mãe de Jesus, a maternidade como vocação divina e associada ao sacrifício onde se nega a sua sexualidade, sensualidade, paixão e ambição.

O pai deve ter uma boa conduta moral enquanto que a mãe deverá mediar a relação do pai com os filhos, ela é responsável com a saúde física e mental dos filhos.

Nessa tendência mais atual junto com o movimento feminista a mulher ,quer dividir a responsabilidade dos filhos com os pais e no que diz respeito as tarefas domésticas e da educação.

Para a autora o amor materno não existe mas é construído sócio-historicamente.

Este amor para que exista é necessário o contato desde cedo da criança com a mãe não por ser mulher mas por escolher estar mãe.

Em 2006 Simone Cassiano Silva foi acusada de ter jogado a filha de poucos meses na Lagoa da Pampulha (BH) In:Marie Claire edição abril 2006.

A questão que se coloca é se o amor materno fosse inato ela teria feito isso?

Feliz dia de todas as mães sejam elas biológicas ou não, avães (avós), pães(pais) mães que adotam filhos que não gestaram mas que orientam, cuidam dão afeto e que assumem neste mundo moderno este papel tão importante para a formação humana

Desejo que a cada dia este amor seja uma conquista e que o maior presente a ser dado as crianças jovens , adultos e idosos seja a ATENÇÃO o CUIDADO estes são os melhores presentes que não encontramos nas prateleiras de lojas mas que de alguma forma cotidianamente podem ser significados em algo que materialize esta delicadeza.

Agradecimentos especiais a minha avó em memoriam, minha mãe , irmãs, tias, , que participaram da minha vida, professoras , amigas e de uma forma muito amorosa a minhas duas filhas Priscila Natividade e Taís Mara que me ensinaram e me ensinam a cada amanhecer a ser MÃE.

2 comentários:

  1. Tai diz: - Legal mãe ! Que emoção, vim da gente os 'ensinamentos' de ser mãe .. rs
    Bjãoo, te amo.

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  2. Coisa muito tão linda... Na verdade, tão bonita qd ter uma mãe como vc. Te amoooooo um monte...

    Bjãoooooo =]

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